Reportagem do G1 de 4 de agosto revelou uma disputa na Anatel envolvendo o sistema antispam da Vivo. A empresa afirma buscar proteção contra chamadas em massa e fraudulentas; TIM e outras seis companhias questionam possíveis restrições a ligações legítimas.
O problema tem dois lados
De um lado está o consumidor cercado por robocalls, telemarketing insistente e números falsificados. Do outro, existem chamadas necessárias: confirmação de consulta, entrega, escola, hospital ou retorno solicitado. Um filtro mal calibrado pode impedir contatos importantes; um filtro permissivo demais mantém o abuso.
O que deve ser exigido
- critérios objetivos para classificar uma chamada como suspeita;
- mecanismo rápido de correção para números bloqueados por engano;
- informação clara ao usuário sobre a origem identificada;
- auditoria e supervisão regulatória sobre os resultados;
- proteção de dados e limites para perfis comerciais.
Origem Verificada e combate às chamadas abusivas
A Anatel mantém iniciativas de autenticação e identificação para validar o número de origem e mostrar dados da empresa na tela. Também monitora chamadas curtas em massa e práticas que mascaram o originador. Essas medidas precisam funcionar em conjunto, e não como soluções isoladas.
Como reclamar
Primeiro procure a operadora e guarde o protocolo. Se não houver solução, registre a demanda nos canais da Anatel. Informe número, data, horário, frequência e, quando aplicável, qual chamada legítima deixou de ser recebida.
O olhar da Associação
A disputa empresarial não pode esconder o objetivo principal: devolver utilidade ao telefone. O consumidor precisa de menos assédio, mais identificação e um caminho simples para corrigir bloqueios indevidos. A qualidade do sistema deve ser medida pelo efeito sobre as pessoas.
