Uma reportagem do G1 publicada em 6 de agosto mostrou a atuação de criminosos com “antenas falsas”. O risco para o consumidor é direto: mensagens que imitam bancos ou empresas podem chegar ao aparelho com aparência de urgência e legitimidade.
Como funciona a ERB Fake
A chamada estação rádio base falsa simula parte da infraestrutura de telefonia móvel. A Anatel explica que celulares próximos podem ser capturados temporariamente por esse sinal clandestino e receber SMS fora da rede autorizada das operadoras.
O golpe normalmente tenta levar a vítima a um site falso. A mensagem pode falar em compra suspeita, cartão bloqueado, pontos vencendo, entrega pendente ou atualização cadastral.
Quatro sinais para interromper a ação
- ameaça de bloqueio ou prejuízo imediato;
- pedido de senha, código, token ou confirmação de dados;
- endereço de site com letras trocadas ou domínio desconhecido;
- orientação para transferir dinheiro a uma “conta segura”.
O que fazer se você clicou
- Não preencha mais informações e feche a página.
- Se digitou senha, altere-a pelo aplicativo oficial em outro acesso confiável.
- Avise imediatamente o banco ou a empresa pelo canal oficial.
- Se houve pagamento, conteste a operação e guarde o protocolo.
- Salve a mensagem, o número, o link e o horário; registre ocorrência quando necessário.
O olhar da Associação
A sofisticação da fraude transfere ao consumidor um risco que ele não criou. Bancos, operadoras e plataformas precisam combinar autenticação, monitoramento e atendimento rápido. Ao consumidor cabe agir com cautela, mas não se pode normalizar um ambiente no qual toda mensagem exige conhecimento técnico para ser compreendida.
