Clientes relataram ao G1 que descobriram valores elevados apenas depois que fatias de doce foram cortadas e pesadas. Segundo as queixas, houve constrangimento quando tentaram desistir. O episódio ocorreu no Cariri e deve ser analisado com cuidado: relatos são alegações até a apuração das autoridades e a manifestação completa do fornecedor.
Preço visível não resolve tudo
Exibir “R$ 19,90 a cada 100 gramas” informa uma unidade de referência. Mas, se o consumidor não consegue escolher o peso, acompanhar a balança ou compreender o valor final antes do corte, a decisão pode deixar de ser realmente informada.
O Código de Defesa do Consumidor exige informação adequada, clara e ostensiva sobre características, quantidade e preço. Também protege a liberdade de escolha e veda práticas que se aproveitem da vulnerabilidade do comprador.
Constrangimento não transforma dúvida em obrigação
Pressão, exposição pública ou intimidação não são formas legítimas de concluir uma venda. Quando existe divergência, o consumidor deve manter a calma, pedir a identificação do estabelecimento, fotografar a tabela de preços e guardar o comprovante.
Como registrar o problema
- anote local, data, horário e o que foi solicitado;
- fotografe preço anunciado, produto e pesagem, sem expor terceiros;
- guarde nota fiscal ou comprovante de pagamento;
- descreva objetivamente a conduta, evitando acusações que ainda não foram provadas;
- procure o estabelecimento e, sem solução, avalie Procon ou Consumidor.gov.br.
O olhar da Associação
Transparência não pode ser apenas uma placa: precisa permitir que o consumidor preveja o custo e decida sem coerção. Empresas que vendem por peso também ganham quando adotam balança visível, confirmação do valor e treinamento de atendimento.
