
Perfis falsos podem se apresentar como Procon, Consumidor.gov.br ou outro serviço público para obter CPF, senha, código de acesso e dados bancários. Também podem enviar links ou cobrar valores para liberar um suposto benefício ou andamento de reclamação.
O alerta confirmado
O Consumidor.gov.br informa em sua página oficial que seus agentes, os do ProConsumidor e os dos Procons não entram em contato com consumidores para solicitar dados pessoais. O Procon-SP também mantém alerta contra mensagens que usam sua identidade para oferecer serviços, pedir informações ou cobrar pagamentos.
Sinais de que o contato merece desconfiança
- pedido de CPF completo, senha, token, código recebido por SMS ou foto de documento;
- pressão para agir imediatamente ou ameaça de perder um direito;
- cobrança por Pix ou boleto para liberar indenização, acordo ou processo;
- link encurtado, endereço com letras trocadas ou página fora do domínio oficial;
- perfil recém-criado ou número que não aparece nos canais institucionais.
Como confirmar com segurança
- Interrompa a conversa e não use o link nem o telefone enviados pelo suspeito.
- Digite manualmente o endereço oficial do órgão no navegador.
- Consulte o andamento da reclamação dentro da plataforma em que ela foi registrada.
- Se ainda houver dúvida, procure o canal de atendimento publicado no site oficial.
Se você já enviou informações ou pagou
Guarde capturas de tela, número do contato, links, comprovantes e horários. Troque senhas que possam ter sido expostas, encerre sessões abertas e avise imediatamente sua instituição financeira se houver dados bancários ou transferência envolvida. Registre boletim de ocorrência e comunique o perfil falso à plataforma usada no contato.
Quando houver uma reclamação de consumo real, acompanhe-a somente pelo protocolo e pelo canal em que foi aberta. Uma abordagem externa não deve substituir a conferência dentro do sistema oficial.
O olhar da Associação
Fraudes que imitam órgãos de defesa do consumidor exploram justamente a confiança de quem busca ajuda. O melhor antídoto é separar aparência de autenticidade: um logotipo pode ser copiado, mas o domínio oficial, o protocolo e o canal institucional podem ser verificados.
